Ciência | ANJO DE DUAS CARAS
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A origem da televisão

Há divergências quanto ao nascimento da televisão mundial. Conforme a versão inglesa e americana, o inventor se trata de John Logie Baird, o escocês que em 1926 exibiu as primeiras imagens televisionadas.

Como já citamos anteriormente, o escocês John Logie Baird é tido oficialmente com pai da televisão mundial, em 1926. E aqui você saberá bem o que foi que este gênio do século XX executou pela primeira vez no início da segunda metade da década de 20.

No Instituto Real de Londes, Baird demonstrou o que seria o seu invento, ao transmitir imagens do seu próprio laboratório, logo a frente do seu transmissor e do protótipo de câmera que havia inventado também. Ele, ali, dava o primeiro passo para lançar uma invensão que tiraria dos cinemas boa parte do seu grande público.

Nasce também a RCA (Radio Corporation of America), que monta seus estúdios nos Estados Unidos e faz sua primeira demonstração televisiva ao gerar imagens do jardim em frente a estes estúdios. A primeira imagem seria justamente, a estátua que ficava bem ao meio deste jardim, um monumento do famoso personagem de desenhos animados Gato Félix, que media 2 metros de altura.

A transmissão foi feita com sucesso, naquele mesmo ano de 1926. A imagem aparecia através de um televisor que possuía 60 linhas de capacitação, tornando o conjunto desta parecido com uma persiana, que produzia a figura de Félix. 30 anos depois, esta mesma empresa, a RCA Victor, trazia ao Brasil sua tecnologia para fundar a PRF-3 TV Tupi-Difusora, em 1950.
Bibliografia:
Revista Superinteressante. Ed. Abril - Edição Especial, 1986. ; adaptações e complementação, Equipe TeleRede, 2000.

Planta que exala mal cheiro faz sucesso na Bélgica

Uma planta do Jardim Botânico Nacional da Bélgica atraiu muitos visitantes por suas características curiosas.

O jarro-titã ou flor-cadáver, conhecido em inglês como titan arum, tem uma inflorescência (parte do vegetal onde se localizam as flores) no formato de um pênis gigante e a cada três anos, quando desabrocha, exala um cheiro fétido durante suas 72h de vida antes de murchar.

"Parece carne podre ou peixe podre. É realmente impressionante", diz o visitante Frederic Lebreux.

"O titan arum tem todas as qualidades de uma estrela botânica. Aparece por pouco tempo, é glamoroso, é grande e produz algo especial e fora do comum, que é um mau cheiro bem forte", afirmou o diretor de Educação do jardim botânico belga, Gert Ausloos.
www.globo.com

Médicos são denunciados por acordos com laboratórios

A poucos dias tive o desprazer de acompanhar um noticiário dando conta das atitudes de alguns médicos. A denúncia um tanto grave vem acusando determinados médicos de manter acordos inescrupulosos com laboratórios e multinacionais. Nestes acordos os médicos somente tem de prescrever os remédios destas empresas em troca de algumas gentilezas, tais como, amostras grátis de medicamentos, presentes interessantes como TVs, DVDs, pequenas viagens nacionais e até viagens internacionais.

Infelizmente vivemos em uma sociedade em que não podemos confiar mais em ninguém. A poucos dias eu comentava sobre a dificuldade de se confiar em alguns profissionais. Pensem comigo como temos dificuldade para se confiar em mecânicos, pintores, mestre de obras, marceneiros etc. É claro que existe os bons profissionais, pois conheço muitos deles como meus amigos leitores também. Porém é notório que existem classes de trabalhadores que vem perdendo a credibilidade pelo desempenho de alguns.

Alguns anos atrás existiam os médicos de família que atendiam o paciente na residência sem maiores formalidades. Eram profissionais que vestiam realmente o uniforme e trabalhavam com prazer. Até hoje conheço médicos que não precisariam mais trabalhar, porém cumprem religiosamente os plantões em postos de saúde.

Um grave problema que temos observado são que muitas Universidades de Medicina estão formando de forma precária seus profissionais, que entram no mercado de trabalho sem os devidos merecimentos.

Uma pessoa da minha família faz uso contínuo de estatinas receitado por um médico com a finalidade de baixar o colesterol. O remédio tem cumprido o seu propósito e o colesterol tem se mantido controlado conforme exames realizados a cada seis meses.

O interessante é que na última vez que ele foi consultar levou o exame para um outro médico para ser avaliado. Ficou chocado quando o médico recomendou que deveria parar de usar a estatina manipulada em laboratório que custa em torno de R$35,00 com 50 comprimidos, e passar a usar um medicamento recém lançado no mercado R$112,00 com 30 comprimidos. Tem quem diga que o segundo é melhor, mas o paciente estava com os níveis HDL e o LDL devidamente controlados com as estatinas e com a prática de exercícios físicos regularmente.

São atitudes como estas que colocam em dúvida o caráter do profissional. Este é apenas um caso que citamos para não nos alongar. Gostaria que os amigos citassem outros exemplos que por acaso vivenciaram.

Cientistas descobrem que ácidos podem deter ataques epilépticos

A ativação de certas moléculas do cérebro sensíveis aos ácidos pode interromper os ataques epilépticos graves, segundo um estudo divulgado hoje pela revista "Nature Neuroscience".

A maioria dos ataques epilépticos acaba espontaneamente e, até agora, ninguém conhecia que mecanismos moleculares os faziam terminar.
No entanto, cientistas da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, descobriram que a acidose no cérebro - alta concentração de ácido - interrompe os ataques e, portanto, pára a atividade epiléptica.

O pesquisador John Wemmie e sua equipe explicam que um tipo de canal iônico sensível a ácidos (ASIC), os ASIC1a, estão envolvidos nos ataques epilépticos.

Esse tipo de canal iônico, presente na membrana das células cerebrais, é extremamente sensível ao pH extracelular e regula a irritabilidade neuronal.

Os cientistas afirmam que a acidose pode ativar esse canal, o que interromperia os ataques epilépticos.

Para provar essa hipótese, os cientistas induziram ataques desse tipo em ratos de laboratório que não tinham canais iônicos ASIC1a e em outros que os tinham.

Os indivíduos dos dois grupos inalaram CO2, conhecido por diminuir o pH cerebral e inibir os ataques, mas as convulsões só foram interrompidas nos ratos que tinham os canais iônicos ativos.

Aqueles que não contavam com esses canais sofreram graves convulsões e muitos ratos morreram em conseqüência desses ataques.

A experiência indica que os canais iônicos desempenham um papel importante para pôr fim a um ataque epiléptico ao encurtar sua duração e evitar seu agravamento.

Segundo os pesquisadores, a descoberta pode contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos para tratar a EPILEPSIA, uma doença complexa e difícil de ser controlada.
Folha On Line