reprodução | ANJO DE DUAS CARAS
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Menina colombiana de 10 anos da à luz a outra menina

Uma menina de 10 anos deu à luz a um bebê na Colômbia, tornando-se uma das mais jovens mães do mundo.

Os médicos realizaram a cesariana depois que a menina, uma garota da tribo indígena Wayuu, chegou a um hospital em Manaure entre lágrimas.
 
A menina, que não foi identificada,  deu a luz depois de 39 semanas de gravidez, quando ela apareceu no hospital com dores e contrações e sangramentos. Foi a primeira vez que os médicos viram a menina durante a gravidez.
 
Após a operação, a mãe e o bebê,  uma filha saudável, passavam bem.
Apesar de a menina ser menor de idade, as leis colombianas permitem que tribos indígenas como os Wayuu sigam suas próprias leis. As tribos mantém sua própria soberania e tradições culturais. Dar à luz com pouca idade é considerado um costume da tribo Wayuu.

A identidade do pai não foi revelado, mas a mídia local levantaram a hipótese que poderia ser um garoto de 15 anos de idade, outros disseram que seria um homem de 30 anos de idade.
 
O nascimento tem levado a um debate feroz no país, com alguns chamando a prática de "chocante". Efrain Pacheco Casadiego, diretor do hospital onde o bebê nasceu, disse: "Nós já vimos casos semelhantes de garotas Wayuu. Num momento em que as meninas devem estar brincando com bonecas, elas vão  ter que cuidar de um bebê."
 
Outros disseram que a cultura da tribo precisa ser respeitado.
 
"Desde que é uma menina Wayuu estamos tentando respeitar todos os seus direitos uma vez que têm autonomia e sua própria jurisdição",  disse Alejandro Samplayo, diretor de uma Organização Familiar Colombiana.
 
A mãe mais jovem do mundo era uma menina de cinco anos chamada Lina Medina, do Peru, em 1933.
Medina, que está hoje com 78 anos, teve um filho por cesariana. Ele morreu em 1979 com 40 anos de idade de uma doença na medula óssea.
 

Gravidez de mulher aos 61 anos com óvulo doado gera polêmica

Uma mulher de 61 anos de idade, carioca,  casada com um homem de 38 anos que  não quis ser identificar   irá  se tornar uma das  mães com mais idade de todos os tempos. 

A mulher que deverá dar a luz em Novembro ficou grávida com um óvulo doado por outra mulher e  fecundado pelo esperma de seu jovem marido.

"Eu já tinha passado pela menopausa. . . Meu marido queria ser pai. Eu queria ser mãe, estou com ótima saúde. . . e  tenho tido um ótimo  acompanhamento médico". Esta é alegação da mulher  que resolveu ficar grávida de seu primeiro filho apesar da idade e tem sofrido muitas resistências da sociedade.

Como de costume as pessoas se acham no direito de interferir na vontade e no desejo das outras. Infelismente grande parte das pessoas carregam um preconceito  arcaico e desnutrido de argumentos para enfrentar e discutir um tema tão maravilhoso, que é o direito de dar a vida a uma criança acima de qualquer premissa.

O especialista em reprodução humana Marcello Valle, do Hospital da UFRJ e diretor da Clínica Origen, que tratou da paciente, conta que o caso dela é raro, e só foi possível porque ela está bem do ponto de vista clínico cardiológico, e emocional. "A medicina está quebrando barreiras, e a discussão de casos de maternidade tardia é feita muito mais sob os aspectos moral e filosófico", diz Valle. "A história desta mulher é exceção e não significa que todas as mulheres acima de 50 anos podem engravidar. Há riscos no tratamento e o casal deve estar bem informado a respeito deles. A avaliação médica precisa ser muito criteriosa".

O bebê desta mulher não tem o seu material genético, só o do pai e da doadora do óvulo. Mas na escolha, conta Valle, foram levados em conta características físicas, etnia e tipo sanguíneo da gestante. E, por enquanto, ela não tem contraindicação para parto normal.

Estudos indicam que bebês nascidos de mulheres mais velhas têm maior risco de síndrome de Down e outras doenças raras. As próprias mães podem desenvolver diabetes gestacional, hipertensão arterial e complicações no parto.